Crônicas Mortais - Capítulo 1


Literatura Fantástica
Editora EllA


Capítulo 1



— Corra — gritou o menino para o amigo. Corriam de um homem gordo. 

— Me devolvam o que pegaram, ladrões — o homem gordo gritava, com uma voz ofegante. 

Os dois meninos correram para o meio de um tumulto de pessoas, que acontecia na rua principal de frente para as portas enormes e fechadas do palácio principal. 

As pessoas gritavam descoordenadamente algo como: “Queremos nossas vidas de volta”, e mais algumas frases que simbolizavam seus descontentamentos. 

— O que faremos com todos? — um servo perguntava para alguém que parecia ser seu superior. 

Os dois estavam em uma sala gigante e escura, onde ecoavam os sons das batidas dos manifestantes na porta do palácio. 

— Os espiões e o Augustus devem se apresentar — gritou quem estava sentado em um trono detalhado na parte mais escura da sala. 

O servo se retirou do aposento rapidamente. 

— O que vosso rei quer? — perguntou o imperador, que estava de joelho em frente ao trono e com os espiões ajoelhados atrás dele. 

— O que eu quero? Nossas cidades estão caindo, nosso povo morrendo, fonte da nossa energia se esgotando. Eu quero um planeta novo! — gritou, enfurecido. — Em todos os meus anos de vida, nunca vi algo igual, quero que cada um dos espiões saia em missão de procurar um novo planeta para o nosso povo. — Augustus se levantou, arrumando sua túnica. A sala enorme se acendeu e planetas e universos surgiam em volta de todos. No canto da sala flutuava em miniatura um planeta quase inteiramente azul em meio a vários planetas que eles escravizavam. De vários espiões que ali foram convocados, sobrou apenas um que ainda não tinha seu planeta destinado. 

— Você deverá ir para essa galáxia mais distante — então o filho do rei falou para o único espião que havia sobrado na sala. Ele moveu sua mão e todos os planetas daquela galáxia se aproximaram. 

Esticou a palma da mão e o planeta azul flutuou sobre ela. 

— Essa será sua missão — falou, enquanto rodava e examinava o planeta cuidadosamente. — Mas, antes de partir, espere os detalhes de sua missão — o espião se ajoelhou e se retirou. 

E Augustus fechou sua mão com força e várias luzes azuis saíram enquanto o planeta se destruía. As luzes novamente se apagaram e todos os planetas sumiram na escuridão, e o som das portas batendo voltou a ecoar. Tornou a se ajoelhar em frente ao trono e perguntou o que eles fariam para conter o descontentamento do seu povo. A cada pergunta, ele deixava seu pai mais nervoso. 

— Quero que chame os guardas e quero que eles tirem todos da frente do meu palácio — falou o evoluído, que estava no trono, enquanto apertava suas mãos com força. — E após isso quero que reúna todos os conselheiros na sala de reuniões imediatamente. 

Augustus entrou na sala de reuniões e rapidamente o silêncio tomou conta. O ambiente retomou o ar austro que lhe era conveniente. 

Ele sentou-se à mesa e ficou alguns minutos em silêncio. Ao seu redor estavam os generais e conselheiros mais influentes de sua civilização. A mesa ocupava o centro da gigantesca sala, cujo formato era arredondado, e suas paredes possuíam nichos ocupados por estátuas colossais e escritas relatando suas histórias. 

O ar de silêncio foi quebrado por uma voz grave e imponente, que denotava preocupação. 

— Não podemos sucumbir a esta época de crise, nós superamos as adversidades do passado, não será agora que cairemos. 

Sua expressão pálida se endureceu. 

Conselheiros e generais acaloraram suas discussões, divergindo suas ideologias e mantendo suas rusgas. 

As discussões se encerraram a partir de um barulho estrondoso, vindo do impacto do soco do rei na mesa de cor dourada, que estremeceu. 

Após um discurso eloquente explicando a situação, o rei convocou seu filho Augustus, que se levantou na outra ponta da mesa olhando fixo para seu pai. 

— O nosso líder me nomeou com o título de imperador das terras descobertas, assim como o controle de toda a missão. Já houve a definição de onde cada especialista irá espionar. Irei honrar minha família e não fracassarei em nossa missão. 

— Discordo veementemente — disse um general que, por suas marcas na face, revelava o quão experiente era. — Você é um idiota e não possui experiência. 

— Guardas, retirem-no daqui — anunciou o imperador, e em poucos instantes aquele general era levado. — Alguém mais discorda? — completou Augustus, esperando um sinal de aprovação de seu pai. 

Nacrom era o quinto planeta da constelação Phenumzia, imponente em tamanho, possuía uma fauna e flora diversificada, porém fraco em recursos, as opções foram procurar recursos nos planetas próximos, mas a escassez era eminente. 

O rei, vendo o declínio de seu povo e em consequência o seu poder, passou a adotar medidas tecnológicas. Investiu todo o seu material de minério na construção do projeto que levaria seu povo a um novo planeta habitável para haver um recomeço. A ideia da salvação ajudava a acalmar os mais pobres e famintos. 

A construção do projeto era tão sofisticada, que ele fora elaborado em um planeta desabitado bem próximo a Nacrom. Ali, incansavelmente escravos construíam uma espécie de nave. 

— Você é o único filho que me restou. Nestas eras de vida desde a imortalidade, vi minha família se despedaçar, as guerras heroicas que vencemos. A verdade é que minha história está aqui, e isso, não abandonarei — disse o rei a seu filho, em tom de despedida, pois Augustus entraria a fundo na missão e mal sobraria tempo, e seu pai ficaria no planeta com seu exército real. 

— Iremos conseguir, meu senhor — Augustus acenou com cabeça enquanto subia em um veículo rumo a esse planeta próximo. 

A notícia da exploração para encontrar outro planeta se espalhou rapidamente, fazendo com que o povo passasse a acreditar nesse sonho. 

Augustus encontrou os espiões antes de partirem e fez um pacto de sangue, passando uma espécie de imortalidade para cada um deles, para que os espiões tivessem todos os anos precisos. Mas poderiam ser mortos por armas e doenças, eles tinham apenas ganhado infinitos anos. 

As plataformas de lançamento de cada espião estavam prontas, e a viagem iria começar. 

— Suas famílias estão protegidas conosco, honrem Nacrom! — bradou o imperador para os espiões. 

Naquele momento, as plataformas passaram a girar em uma velocidade impressionante, algo que a física humana jamais explicaria, e em um instante já estavam no Espaço. 

Após as missões delegadas a cada um dos espiões mandados para o Universo, resultados começavam a surgir, seja de naves que foram abatidas em galáxias distantes, seja de planetas que não comportariam e não serviriam para abrigar todo o seu povo. Eis que surgiram os primeiros resultados, de um sistema onde as órbitas dos planetas giravam em torno de uma estrela enorme e nessa galáxia poderia ter a chance de se viver em um planeta que era constituído de um material que era essencial para seu povo, a bebida deixada por deuses e que para nós humanos era fonte de vida, a água. 

— Imperador, trago-lhe boas novas. Minha missão está prestes a concluir o primeiro estágio. Não obtive problemas em minha jornada, essa conjunção de planetoides não possui nenhuma raça evoluída. Enviarei um relatório sobre os outros oito planetas e as respectivas órbitas, porém no segundo estágio pretendo fazer o trabalho de campo e conhecer mais esse planeta azul. Em breve darei novas informações, meu imperador. 

Em sua nave de formato oval, o especialista possuía contato direto com seu povo, uma tecnologia avançadíssima em que muitos objetos se assemelhavam com radares e scanners, assim como o traje que o ser utilizava. Após entrar no Sistema Solar, o espião utilizou sua espécie de radar para assim mapear todo o sistema, algo que durou pouco comparado com sua viagem até ali. A velocidade de sua nave era impressionante, fazendo jus a tudo que foi investido na missão. 

Ao chegar ao planeta Terra, seu scanner indicou a presença de vida. E o que mais lhe espantou foram as condições climáticas e a formação daquela civilização, suas espécies eram muito parecidas, tanto na forma física como na reprodutiva. Após escanear e entrar em órbita, a nave percorreu o céu como uma estrela cadente e pousou em um local inóspito onde hoje é o território irlandês. Estava plantada a semente que anos depois viria a provocar a quase extinção de toda a humanidade. Logo após pousar, o espião começou os seus trabalhos. 

Tendo sua nave como abrigo, ele passou a pesquisar primeiro sua região, onde perfurou o solo, escaneou toda a fauna e flora presentes, e o que mais lhe espantava era a beleza do local. O primeiro contato com os seres humanos aconteceu de forma breve, um velho pescador voltando de carroça até sua casa se deparou com um homem que portava um traje branco, como um macacão, e aparelhos nunca antes vistos. Era tarde demais para fugir, e o espião ganhava sua primeira carroça e o primeiro humano para analisar. 

Um século terrestre se passou. Eram meados de 1750 quando um cidadão muito bem-vestido com um inglês impecável abriria sua primeira fábrica. Quem pensou que ele era um mero empresário se enganou. 

— Meus imperados, após os estudos realizados aqui neste planeta, minha adaptação foi rápida, aprender tal modo de comunicação não foi difícil, e as riquezas deste planeta são incalculáveis; encontrei uma mina de ouro, meu imperador. Nesse novo estágio, começarei a implantar as bases para a chegada de nossos irmãos, se isso lhe convier. Estou criando aqui o que os humanos chamam de indústria, algo tão rudimentar, que está a muitos e muitos anos de chegar ao serviço mais pesado feito por nossos escravos. 

O contato entre os espiões e o imperador era rotineiro. Enquanto o planeta natal estava entrando em colapso, eis que surgiu a cartada final: após todos os relatórios vindos do espião da Terra, estava claro que esse planeta era a salvação de seu povo. O imperador não falava com os espiões, porém foi ele quem conversou com o espião. 

— Seu trabalho é um orgulho para todo o nosso povo. Assim como aceitou essa missão, venho até você lhe dizer que, após todo o seu estudo e nós analisarmos tudo o que nos enviou, está na hora de implantar o estágio 3: se envolva nessa civilização, semeie o caos e a desordem, seja influente e faça com que esse local tenha uma instabilidade. Eu sei que será um pouco demorado, mas nosso planeta natal ainda aguentará um bom tempo enquanto nós estaremos construindo o nosso cruzador espacial que salvará o nosso povo. 

Ao ler esse discurso, o espião sabia que sua missão agora era conseguir influência, pois, por mais que ele fosse evoluído, ele era um nessa galáxia contra toda a população terráquea. Conquistar a confiança e se camuflar entre as sociedades era essencial. 

Em plena revolução industrial, o espião teve um papel importante, ele passou a utilizar seus conhecimentos, e em menos de 20 anos construía um império de indústrias mercantes construindo navios, armamentos e sempre se camuflando. 

Viver nessa nova sociedade não exigia grande empenho quando se tinha dinheiro. E o espião passou a descobrir os prazeres terrenos, bebidas e cabarés passaram a fazer parte de sua nova vida. Conforme seus negócios cresciam, o mundo ia tomando novas formas, a América era explorada e a Nova Inglaterra, do outro lado do Atlântico, anunciava independência. Enquanto isso, o espião ia minando e esperando novas ordens de seus superiores, porém apenas recebia indicações de continuar o plano e esperar. 

Com o passar do tempo, o espião estreitava relações com países, possuía um arsenal bélico com inovações que para a humanidade eram o máximo da capacidade de produção. Presidentes, exércitos dos principais países contavam com as armas produzidas pelas indústrias do espião, porém a tentativa de minar o mundo não estava concebida, pois os países estavam em relativa paz. Mas algo o incomodava. Recebera uma notícia talvez inesperada em meados de 1850 vinda de seu líder. 

— Após seus últimos relatórios sobre o planeta e a finalização de suas pesquisas, está chegando a hora de irmos habitar esse planeta azul. A construção de nosso cruzador está em processo final. Nossos melhores especialistas estão terminando a fase de cópia de cada organismo de nossa civilização. Devido à falta de recursos, certas partes do nosso planeta ficaram inabitáveis para nós. Então em breve estaremos partindo, trate de concluir sua missão. 

Como acabar ou deixar uma raça fraca demais para ceder ao controle de outra? Por natureza, temos o hábito de lutar, e não nos submeter a qualquer ordem. A resposta para o espião fora simples, mais armas e financiar o terror. No primeiro momento, sua segurança era a prioridade, e em razão disso ele foi para os EUA, mais exatamente em Nova York, e ali retomou sua trajetória, seguro de qualquer ameaça. Em 1914, eclodia a Primeira Guerra Mundial. Porém, também eclodia a primeira tentativa falha do espião. A paz no final se sobressaiu, a insegurança e o medo tomavam conta de todos. 

A persistência é o que define o que queremos para um futuro humano, alienígena; todos temos anseios e vontades. Após a primeira falha, o espião voltou para sua região. Enquanto um partido do povo nascia na Alemanha, nos EUA o crescimento estava a todo o vapor, e uma nova mensagem chegava, dessa vez uma mensagem técnica vinda de um comissário do planeta de origem. 

— Prezado espião, nossa partida será dentro de pouco tempo. Os últimos detalhes estão sendo feitos. Siga conforme o planejado, esperamos novas informações. 

Pressionado e responsável pelo futuro de seu povo, o cientista intergaláctico, que nessa época apresentava um cabelo tom agrisalhado, estava sempre sério e conciso. Não havia muito que fazer, afinal, por mais que a humanidade não tivesse tal evolução como seu povo, ela seria capaz de no momento incomodar muito as tropas de seu povo por algum tempo. Foi pensando assim que os sentimentos humanos passaram a fazer parte do evoluído. 

A Segunda Guerra Mundial ocorreu, com seu financiamento secreto de armas tanto para os nazistas como para os aliados americanos. Dessa vez, o espião não esperava tal feito: a bomba nuclear, colocando pontos finais na maior guerra até então. 

A estratégia de financiar o caos ou ajudar foi deixada de lado, talvez a pressa por um resultado o atrapalhasse. Por estar nos EUA, foi fácil sua admissão no conselho militar, nada difícil para alguém que nos últimos tempos passara a ter várias identidades, um camaleão do tempo. 

O progresso do povo era notório. Rádio, televisão, aviões, bombas, e em seus relatórios, mesmo não mais rotineiros como antes, ele os descrevia. Em 1990, chegava ao fim a Guerra Fria e chegava após meio século terreno a informação que agora tanto preocupava. 

“Estamos partindo, meu caro. Você será recompensado por tudo que realizou. Mantenha-nos informados de tudo o que se passa, nossa viagem será longa. 

Cumprimentos do comandante Hastiff.” 

Nada conseguia abalar o planeta Terra. Com o fim da Guerra Fria, caía por terra mais uma forma de enfraquecer esse planeta. “Por que não ficou pronta a nave séculos antes? Tudo seria mais fácil. Hoje a insegurança e o medo fazem qualquer cidadão virar uma arma, e a última coisa que quero é ver alguém do meu povo perdendo sua existência. Pelos deuses e pelo povo”, — refletiu o espião. 

Após “falecer” sua identidade do conselho militar, surgia Marc Franken, dono de uma empresa de comunicações que dominava o sistema no mundo. Ligações telefônicas e e-mails iam e viam de servidores localizados na antiga indústria de armamentos do conselheiro. Franken também era o braço direito de Sayron Gonzalez, um político jovem que despontava nos EUA. Porém, Franken guardava um segredo. E esse segredo, todos nós sabemos. 

O terror tomava conta de todos os humanos. Grupos extremistas faziam inúmeros ataques a países. Foi na promessa de trazer paz ao mundo que em 2019 se elegia o agora político experiente para a presidência norte-americana. 

Gonzalez passou a ser uma marionete nas mãos do espião. Agora à frente da maior potência do mundo, era fácil, a instabilidade nos países e o isolamento de certos grupos fizeram com que pouco se realizasse, a Rússia acusou os EUA de espionar seu povo, e em resposta os EUA acabaram a relação que era pouco amistosa. Um dia depois, um porta-aviões americano foi abatido. E o espião mandou a sua mensagem. 

— Tudo OK, nenhum problema mais, eles estão desestabilizados. 

Em seguida, viu-se o mais extraordinário e ignorante ato de toda a civilização. A sinfonia da destruição tomou conta, países destruídos, pessoas sofrendo e agonizando. Só se tem registro da primeira bomba atômica que caiu onde era um dia pacífico no Tibete. A devastação e as ondas de radiação se espalhavam rapidamente; ao que tudo indicava, levaram cerca de dois ou três anos. Algumas cidades e pessoas conseguiram se reerguer, porém mais de dois terços da população mundial se foi. Armamentos, havia poucos, água potável virou raridade em certos lugares, e o eixo sob a terra, devido ao impacto das bombas, mudou e o clima simplesmente se transformou, alguns lugares congelaram pela falta de sol, outros viraram desertos. Mas algo ainda estava por vir, algo que devastaria mais a já devastada raça humana. 

— Olha, mãe — disse uma menina loira de pouca idade, que estava com roupas rasgadas. 

— Meu Deus, filha! Rápido, venha comigo — falou uma mulher sobrevivente, de aparência magra e cabelos descuidados, enquanto pegava na mão da pequena menina e saíam correndo. 

A verdade é que muitos se esconderam, mas muitos ficaram parados observando, com expressões curiosas, algo nunca visto antes. 

Uma nave imensa, que chegava a encobrir o sol forte sobre a cidade destruída de Nova York. O que viam eram vários objetos voadores parecidos com jatos, mas muito maiores e com turbinas que deixavam escapar um fogo azul. 

A nave principal era gigante, sua cor era prata polida que refletia o céu, encobria toda a cidade que estava em ruinas, sua estrutura era feita de várias naves que se encaixavam e a toda hora se mexiam, mudando o tempo todo, então várias naves se desprenderam mudando ainda mais a estrutura principal que era triangular. De dentro de uma das pequenas naves que haviam aterrissado, desfazendo um aglomerado de pessoas, desceu um evoluído que mostrava toda a sua força e imponência, que vestia uma grande armadura dourada e que, apenas com o olhar, fazia os humanos presentes se rebaixarem automaticamente. Era o imperador. 

— Onde está seu Deus agora? — o imperador pediu, com voz imponente, assustando todos à sua volta. 

O espião se ajoelhou na frente do imperador, sujando seu terno cinza. Augustus colocou a mão em sua cabeça, espalhando seus cabelos. 

— Bom trabalho, pena que sua família ficou para trás — o imperador falou, e o espião olhou assustado para cima. Nesse mesmo tempo, o imperador pegou uma espada do guarda que estava em seu lado e fincou no crânio do espião que o serviu lealmente. 

Os humanos permaneciam calados e assustados. 
Durante anos, humanos foram escravizados pelos evoluídos, mas não eram os únicos. Para construir sua cidade principal, eles trouxeram outro povo escravizado, com muito mais força.

Os humanos passaram a chamar os alienígenas de evoluídos, por terem muitas tecnologias avançadas e serem um pouco maiores.

Para não sofrerem nenhuma ameaça, o imperador ordenou que todas as armas de fogo e projetos semelhantes fossem exterminados.

Construíram sua cidade principal trazendo apenas os nobres para viver nela e se salvar da decadência do seu planeta natal. Alguns evoluídos que não eram nobres conseguiram comprar suas passagens ou se infiltrar na nave, mas quando chegaram foram expulsos, obrigados a aprender a viver no planeta Terra, que estava ficando selvagem e desolado.

MUITOS E MUITOS ANOS SE PASSARAM APÓS A CHEGADA DOS EVOLUÍDOS…


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