Sugar Daddy, Sugar Baby - Capítulos



Romance Erótico Fetichista

Prólogo

Esperei que Rita saísse da sala e só quando tive certeza de sua saída do meu apartamento voltei meu olhar para tela do notebook ali aberto na página do tal site. Lembrando-me de tudo que tinha em jogo e decidi ir adiante tocando sobre a seta para minha inscrição.
Você é homem ou mulher?
Digitando minha natureza feminina que fui retorcendo a língua por dentro da boca de um lado para o outro.
Você é uma Sugar Baby ou Sugar Mommy?
Respirei um pouco tentando compreender o tamanho da encrenca que eu estava me metendo, mas sou do tipo que vai e depois pergunta para Deus no que dará. Cliquei em cima do nome Sugar Baby.
Seu interesse é:
( ) Homens
( ) Mulheres
( ) Ambos

Com toda certeza do mundo cliquei em homens. No meio da prostituição clássica eu já havia estado com mulheres, mas não é o meu lance, são apenas negócios e nada mais. Diante daquela nova fase que eu não tinha a menor ideia de como realmente as coisas se davam eu não quis me arriscar sem necessidade.

Que tipo de estilo de vida procura?
Quais são os seus hábitos de consumo mensais?
 () Não tenho um orçamento definido
() Até 1.000 USD por mês
() Até 3.000 USD por mês
() Até 5.000 USD por mês
() Até 10.000 USD por mês
() Mais de 10.000 USD por mês

Eu estava ali por um objetivo. Eu sei o que quero e não costumo brincar quando o lance é grana. A minha opção evidente era mais de dez mil dólares por mês. Então chegou a vez das trivialidades. Do fale sobre si. Sua data de aniversário, onde mora, altura, tipo de corpo, etnia. Eu descrevi que desejava que me chamasse de Tara Larousse, que eu tinha vinte e quatro anos de idade, que era americana de origem nórdica, residente na Califórnia, que o meu tipo de corpo era curvilíneo, morena, um metro e setenta e cinco de altura. A coisa foi ficando mais sofisticada do que eu imaginava. Para mim prostituição é um lance de como cada um a enxerga. Em um nível ou em outro em algum momento da vida todo mundo já se prostituiu. A questão é que a hipocrisia humana chama de favores o que eu chamo de negócios e que eu não tenho medo de usar apenas o dinheiro e o meu corpo como moeda de troca, no entanto ali, mesmo tendo frequentado sites de prostitutas de luxo ou acompanhantes como preferir, eu nunca tive aquela sensação a de não me sentir prostituída.
Quase terminado... Capriche!
Qual é o seu nível de instrução?
o    Ensino Secundário
o    Faculdade Inacabada
o    Bacharelato
o    Licenciatura
o    Mestrado
o    Doutoramento
Preenchi com bacharelato. Eu sou formada em jornalismo. Não posso negar que não trabalho com entretenimento, só que é do tipo que eu gosto.
Encontra-se hoje num relacionamento?
·         Solteiro
·         Divorciado
·         Separado
·         Casado mas à procura
·         Relação aberta
·         Viúvo

Confesso que parei nessa parte flexionando meus olhos para ter certeza do que eu lia.
Que porra é essa!
Devido a minha experiência se tem uma coisa que você não pode misturar é cama e relacionamentos. Quanto mais disponível melhor para as negociações e embora eu não entendesse muito ainda desse lance de Sugar Baby eu arrisquei a fazer como sempre fiz por isso marquei que era disponível e solteira.

Tem filhos?
() Prefiro não dizer
() Não
()Sim

Como uma pergunta tão simples pode revolver uma pessoa por dentro. Angustiada cliquei em “Prefiro não dizer”, mas em seguida recordei sobre a regra da disponibilidade, voltei atrás clicando em cima do ” Não”. Mais trivialidades foram surgindo, dessa vez trivialidades que não tinha lidado antes. Fuma? Às vezes. Bebe?  Olhei para a garrafa quase vazia de vinho ao meu lado e como qualquer mortal menti diante daquela necessidade respondendo: Em ocasiões sociais. Qual a sua profissão? Gargalhei alto batendo palmas, tomando o último gole de vinho na taça. O que pensariam se eu respondesse: Eu sou puta. Mas puta mesmo. Fiz umas caretas me recompondo joguei meu cabelo para trás e então digitei o que queriam ler, que eu trabalhava com entretenimento.
Acrescente estes toques ao seu perfil!
Apresentação:
Se quiser saber mais de mim tem que me mimar Sugar Daddy.
Sobre Mim
Eu sou independente. Custo muito caro. Adoro viajar. Posso falar por horas ou ser a muda se você desejar. Adoro joguinhos, iogurte, flor só se for tulipa negra, as outras são banais demais para mim e se tem algo que você vai descobrir quando estiver comigo papai é que eu não sou nada normal.

Diga ao potencial Sugar Daddies um pouco sobre você.
O que eu estou procurando?
Inclua marcações

Mais risadas. Não deveriam perguntar isso a uma mulher como eu. Mas já que insistem...
Estilo de vida luxuoso, investidor, relação aberta, discrição, dominação financeira, passaporte pronto, viagens e férias.

Descreva o que você está procurando, seria interessante explicar que tipo de relacionamento ou acordo está interessado.

Eu quero acordos. Eu quero mimos. Acho que será melhor de entender se você ler com atenção todos os detalhes escritos aqui. Quero um Sugar Daddy a fim de comprar o que eu quero que banque meu alto padrão de vida. Eu falo quatro idiomas, sei falar sobre qualquer assunto, sei me vestir como uma dama ou como uma prostituta de esquina. Ando sempre cheirosa e muito arrumada. Só uso roupas, sapatos e adereços de grife. E eu sei reconhecer uma marca falsa por isso nem tente me enganar. Posso ir onde você quiser, mas prefiro os locais de luxo é claro. Sei me passar como a sua esposa, namoradinha perfeita e até mesmo como sua filha se precisar. Eu posso vender a sua marca ou até mesmo a sua pessoa. Eu sou boa nisso, logo represento um bom investimento para os seus negócios. É claro que se você for o tipo de Sugar Daddy que eu imagine que seja, sabe o quanto o poder de uma mulher inteligente define uma boa negociação não importa onde ela se dê, pode ser no restaurante The Ivy, num dos andares da torre do Burj Khalifa em Dubai ou numa charmosa cama onde nós três estejamos nos divertindo bastante. Eu gosto de mimos e você de mimar. Pense em mim. Você pode estar diante de uma garota perfeita e o melhor é que a história não é como a mamãe te contou. Aqui todo mundo se diverte e ninguém tem que seguir os felizes para sempre.

Saltinhos de beijos.
Tara Larousse.

E a grande surpresa surgiu diante da minha tela em tom de pergunta.
Seu leilão começa agora, quanto é o seu lance mínimo senhorita Tara Larousse? 
Quanto você vale?

Coloquei meu dedo anelar sobre meus lábios, ainda encontrava-me maravilhada confesso. Um leilão é sem dúvidas algo pela qual eu não me imaginei participando, ainda mais sendo a peça a ser arrematada. Mas como já falei antes, eu não costumo brincar quando o assunto é grana. Eu conheço meu potencial. Eu sei o que posso oferecer a qualquer tipo de homem. Essa era sem dúvida a melhor oportunidade da minha vida. Pensei em quinhentos mil dólares. Supus que seria um valor imbatível. Que homem paga esse valor para mimar uma garota sem garantia de sexo? Mas sou abusada e não me fiz de rogada.

Quinhentos mil dólares. Aceito qualquer acordo.

Capítulo I 
Paredes cinza
Eudora

Em meus passos morosos e acorrentados pelas algemas eu descubro que o cinza estampado nas paredes dos corredores por onde sou conduzida se tornou lindo. Penso em como posso transformar o negro dentro de mim na tal cor. Percebo que não há mistura suficiente dentro do meu ser capaz desta proeza, todas as minhas forças foram sugadas. As duas guardas me acompanham com suas palavras de ordem por onde devo entrar ou sair. Elas acreditam que são duronas, mas qualquer um com um revólver na mão é um bicho feroz, sem ele é que rebola de lado e até muda de voz. Faço o que me mandam porque não tenho mais vontade de ser a rebelde. Eu estou destruída. Outra porta se abre e outra policial surge a minha espera. Ela ordena que eu entre na sala, abra os braços até onde a algema permite assim também como as pernas.  Eu obedeço. Eu não farei juízo a minha fama lá fora aqui dentro da prisão. Agora ela solta as algemas tanto das mãos quanto dos pés e manda que eu tire o macacão bege que uso todos os dias desde que cheguei aqui. Eu conheço aquele olhar, nunca teremos essa conversa, mas sei que ela prefere mulheres. Abusada puxa meu top uma vez que sutiãs são proibidos aqui. Ela usa sua autoridade para mostrar violência, mas não pode esconder a boca cheia de desejo ao ver meus seios descobertos de mamilos de leve rosados. Pela primeira vez ela percebe que eu compreendo o seu olhar e tenta se recompor na sua posição mandando que me vista outra vez sem descer minha calcinha como é a regra de uma revista.
— Pode seguir para a sala de visitas prisioneira 00703. — é tudo que escuto dela.
 Depois do macacão e outra vez com as algemas, um botão é apertado por outra policial onde uma nova porta se abre. Agradeço num tom sussurrante passando por ela deixando que meus olhos observem na sala quem foi a boa criatura que veio fazer a ação do dia em vir me visitar. Vejo um homem na casa dos quarenta, cabelos um tanto grisalhos de boa aparência acenando para mim. Sei que não o conheço. Eu sou boa com feições e nomes e apesar de ter passado nas mãos de centenas eu sei reconhecer alguém que esteve comigo.
— Eu não conheço esse cara. — digo a policial num disfarçado cochicho.
— Isso não é problema meu 00703. Vai. Se vira com a tua visita.
Ergo um pouco as minhas sobrancelhas imaginando o que eu não faria na cara dela se estivéssemos fora daqui. Decido focar na mão ainda erguida indo até ela. O cavalheiro é sorridente e insiste em ser simpático diante da minha desconfiada antipatia quase crônica.
— Como vai senhorita Tyr? — agora a mesma mão erguida é estendida para que eu a cumprimentasse. O que não acontece — Ah... Meu nome é Gary Hartes. Sou seu advogado.
— Eu não contratei advogado nenhum. — mantenho-me ainda arredia.
— Eu sei. Por isso estou aqui para me apresentar.
— Quem mandou você aqui?
— Sente-se senhorita Tyr. Temos pouco tempo e muito para conversar.
— Olha se você é algum advogado desses que ficam nas portas de cadeias eu não tenho grana cara...
Sua mão agora acenou para a cadeira com um sinal insistente.
— Peço só que me ouça por cinco minutos e se ainda preferir não ter meus serviços prometo ir embora. — julgando uma proposta razoável assentei-me na cadeira com uma pequena mesa de ferro entre nós — Um amigo me contratou para defendê-la em seu caso.
— Eu não tenho amigos tão benevolentes senhor Hartes.
— A única coisa que ele pede é que sua identidade não seja revelada. Seu caso é grave senhorita Tyr.
— Eudora.
— Sendo assim pode me chamar de Gary. Seu caso é delicado Eudora. Se não tiver uma boa defesa pode até pegar prisão perpétua e sem direito a revisão do caso.
— Eu sei. Algum defensor da cadeia andou conversando comigo.
— Eles querem acusá-la de homicídio doloso e qualificado dado o teor do relacionamento entre você e a vítima. — sorrio com deboche — Do que ri?
— Eu não tinha um relacionamento com ele eu tinha um contrato. Isso não é uma relação e sim um negócio.
— Os advogados de acusação são os melhores do país. Tive acesso às provas dele arrolados ao caso. Eles têm o vídeo. Eles têm comprovantes do que a vítima vinha gastando com a senhorita.
— E o senhor será meu salvador da pátria suponho.
— Posso reverter isso para homicídio culposo, e com sorte em omissão de socorro.
— No que está tentando me convencer Gary? Eu não tenho chances contra essa gente.
— Eu sei que não. Mas tanto eu como seu amigo acreditamos na sua inocência.
— O senhor?  E o meu amigo? — aquilo me impacientava cada vez mais.
— Por que não lutar Eudora? Você tem aceitado tudo que estão fazendo contra você como se merecesse. Como se acreditasse que faça jus a isso.
— Já acabou.
— O quê? — olhando para os lados.
— Seus cinco minutos senhor Hartes. — Ele retirou de sua pasta de marca um papel em branco empurrando em minha direção sobre a mesa e em seguida puxou uma caneta de dentro do seu paletó.
— Sem a sua assinatura não posso dar sequência em sua defesa. Seu julgamento já está marcado.
 Olhando para as folhas mais de modo preciso onde eu deveria assinar concordei com Gary em meus pensamentos. Eu acreditava mesmo que merecia tudo aquilo. Que era o meu castigo pela pessoa que fui à vida toda. Por todos os corações que despedacei e as vidas que arruinei. Isso incluiu quem eu amava e as que eu destruí só pelo capricho de poder fazer isso.
— Se não assinar não terei outra chance. Eu não poderei entrar aqui outra vez Eudora. Os leões irão te devorar. Você estará abandonada a própria sorte.
Ergui-me da cadeira agradecendo-o com um olhar e dei as costas para ele. Antes de entrar pela porta onde saí voltei o olhar para o senhor Hartes com minha resposta mais verdadeira:
— Eu sempre estive senhor Hartes.


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Capítulo II
Um gole de veneno
Eudora 
      Perdida entre aqueles corredores frios com uma sensação estranha eu segui o homem a minha frente. Pensei em não terminar aquela obrigação tão árdua, mas eu devia aquilo a Susan, mesmo conhecendo-a há tão pouco tempo.
     Calada meus pensamentos gritavam qual seria o dia em que alguém faria o mesmo por mim. Naquela etapa eu acreditava que tudo se tratava de uma questão de tempo. O homem parou diante de uma porta com aspecto bizarro perguntando-me num tom ainda mais medonho se eu queria usar o Mentol. Em seguida abriu um pequeno pote passando em suas narinas e disse-me que eu deveria reconsiderar minha decisão. Não seria nada bonito ou perfumado o que eu me depararia logo depois. Acabei aceitando a pasta transparente e agora dentro daquela sala tão gelada e impessoal uma atmosfera pesada dominou meu peito fazendo-o doer.
Uma inquietação subiu-me ao ponto de ser visível ao homem que me indagou se eu estava bem. Acenei que sim com a cabeça e mesmo com o produto sobre as ventanas do meu nariz o cheiro fétido consumiu meu estomago quase me fazendo chegar as vias de fato.
— Moça se achar que não precisa fazer isso não faça.
— Mas se for Susan ela não tem família. Não tem ninguém. Eu devo isso a ela.
— Ela será enterrada mesmo como indigente. Você disse que não sabe o nome verdadeiro dela.
— Não, não sei mesmo — com o dorso da mão tapando meu nariz — Mas não acho justo que alguém termine assim senhor, poderia ser eu. — concordando comigo sacudiu a cabeça caminhando por vários números das placas de aço até parar na frente da de numero vinte e um.
— Tem certeza?
— Pode abrir. — reuni forças que não tinha.
Quando a porta do pequeno refrigerador foi aberta e o corpo puxado como um pedaço de carne entendi que aquele mundo não serviria mais para mim. Era ela, Susan. Uma garota loira e linda na flor de seus vinte e um anos, sim essa foi à ironia da vida, sua idade correspondia ao seu número da gaveta no necrotério. Seu corpo encontrava-se em avançado estado de decomposição. Foi descoberto por dois meninos que brincavam num lixão. Mas era ela, a menina cheia de sonhos que brigou com o pai porque ele não quis pagar sua faculdade de História e por isso decidiu ser uma prostituta de rua a fim de feri-lo, no entanto um mês depois teve que lidar com o fato dele morrer de modo trágico em um acidente de carro vindo para a capital para resgatá-la das ruas e do vício nas drogas. Não sei o que me doeu mais, se foi ver a fragilidade de nossa carne diante de tanta vaidade que temos ou a morte dos sonhos daquela garota que conheci apenas quatro meses antes.
— É ela? A sua colega, moça?
— É. — sussurrei petrificada com a imagem que combatia com a última que tinha dela dançando zumba em seu ponto na Sanset Boulevard. Vendo minha consternação o funcionário fechou a porta da geladeira.
— Ela não tem mesmo ninguém?
— Não alguém que se interesse por ela. O pai morreu alguns meses atrás assim que ela veio para cá.
— Vou anotar que a reconheceu como uma das prostitutas da Sanset Boulevard e que era conhecida como Susan. Mas o prazo já prescreveu, ela está aqui há duas semanas. Pela manhã será enterrada na cova... — levantando uma das folhas em sua mão — Vejamos aqui... De número 2.469.
— Eu virei. A que horas será?
— Onze e meia da manhã.
— Trarei flores para ela.
— Como é seu nome mesmo senhorita?
— Tyr. Eudora Tyr.
   Ao descer das escadas do necrotério deparei-me com a minha realidade. Na esquina conforme o combinado por telefone uma limousine preta me aguardava, eu deveria seguir para mais uma festa de um riquinho de merda e servir de diversão para as suas luxurias.
    O motorista da limousine dizia coisas que se perderam no tempo e espaço. Minha mente reagiu conduzindo-me outra vez no pensamento em Susan e o seu fim, depois para uma menina em seus cinco anos de idade, ruiva de olhos expressivos correndo feliz de sua mãe num parque qualquer, ao mesmo tempo em que o carro onde eu me encontrava esperava o sinal verde para que aquela viagem prosseguisse. Aquela cena me embeveceu os olhos, fez o meu coração correr pelo universo, eu ainda desejava experimentar aquela intuição que toda mãe diz arder em seu peito para tentar adivinhar onde meu Denguinho se encontrava. A dor tamanha e poderosa pisou como um salto quinze agulhado sendo cravado no meio de minha mão aberta no chão, atravessando como um prego imenso fazendo com que todos os dedos do meu corpo se quebrassem tamanho a minha amargura. Aflição de uma mãe que não pôde amar sua filha, que não sabe quem ela chama de mãe, que lhe conta histórias para dormir, que a viu crescer e colhe todos os seus sorrisos e que conhece o seu cheiro.
 Mais uma vez me peguei com minha mão direita no vidro de um veículo, vendo meu nervosismo fazendo a marca de minha mão nascer e afastando os meus dedos vi as lágrimas chicoteando minha face outra vez. Estavam certas eu mereço mesmo cada murro que levo da vida desde que a dei para adoção.
Entrei pela porta principal da imponente mansão me deparando com toda encenação que já conheço. Era só mais uma festa. Era só mais um lugar. Essa gente não pode me enganar e eu sei que eles sabem disso. Eu vim fazer o meu papel outra vez. Eu vim trazer discórdia onde há paz. Aflição no lugar do sossego. Eu vim separar o que está unido. Sei que isso pode parecer maldade e talvez seja mesmo, eu não me importo com o que as pessoas pensam sobre mim, contanto que eu saiba onde quero chegar isso me basta. Depois que faço tudo isso alguns ainda imploram para que eu fique, mas eu não quero. O meu intuito nunca é ficar, o meu prazer é causar, é assim que me divirto.
Olhando para todos naquele lugar escuro sentada nessa banqueta, bebendo mais um drink qualquer nesse ambiente fechado a comoção me rodeia, os pensamentos correndo e minha mente se lamentando e me enraivecendo enquanto tapo meus ouvidos emocionais. Minhas mãos tremem minha boca seca, estou pronta para me perder, pronta para sair dessa vida e arrebentar esse lugar. Olho para cada rosto e vejo um vazio que reconheço, mas, para minha infelicidade o que há dentro de mim é ainda muito maior. As pessoas sabem fingir, algumas com maestria e outras com sumária hipocrisia, mas todas de algum jeito sabem enganar.
— Eudora, eu quero te apresentar um amigão de longa data. Esse é Máxímus Spartacus.
— Ah... — sorrio para tentar me recompor — Oi. Tudo bem? — até aquele instante eu não tinha a menor ideia do que aquele toque entre nossas mãos e roçar de sua pele na minha causaria em nossas vidas, para mim ele era apenas mais um.
— Tudo bem. Prazer em conhecê-la Eudora. James fala muito em você.
Ele era um moreno de sobrancelhas espessas, Máxilar largo, usava barba do tipo cuidada e com uma peculiaridade natural, uma manchinha branca em cima da covinha do queixo. Vestia-se de modo diferenciado dos demais homens que se encontravam ali, era refinado, ar de responsável para alguém de sua idade, mãos torneadas e o olhar mais intenso que eu conheci.   Era obvio que gostava de se apresentar e que arrotava arrogância assim como eu, a diferença era que em mim ela se manifestava por defesa e nele uma explosão de charme. Cabelos castanhos claros, olhos viris, jeito de predador, mas ficava claro que não tinha noção de quem eu era. Um homem que me conhece por mais prepotente que seja jamais me dá uma olhada assim. Eu não preciso de sedução o meu negócio é grana.
— Eu e o James nos conhecemos de longa data.
— Bom vou deixá-los a sós. Juízo? Não! Não se pode ter juízo perto de Eudora Tyr meu caro Máxímus.
Ver James desaparecendo entre as luzes daquela festa de arromba em sua mansão na praia de Malibu me fez reviver a sensação de que outra vez eu teria diversão naquela noite, à questão era que eu não queria me divertir. Negócios são negócios e o motivo que me levou até ali foi negociar o que de melhor tenho, o meu corpo.
— O James às vezes sabe ser inconveniente não é mesmo?
— Estou acostumada. — sussurrei percebendo que ele não fazia ideia mesmo de quem eu era. A primeira pergunta para mim é se estou disponível ou quanto custo.
— Engraçado eu nunca ter ouvido falar de você Eudora.
— É estranho confesso. — vendo que o seu olhar percorria entre os meus olhos e minha boca. A maioria dos homens com quem lido apenas veem meus seios e minha bunda. — Mas já ouvi falar muito de você Máximus.  Advogado. Família do ramo automobilístico, donos da Randor.
— Sou o presidente da principal empresa da minha família.
— As mulheres falam muito sobre você.
— Espero que bem. — a cada segundo uma redoma de vidro ia nos fechando naquele pequeno universo paralelo.
— Isso depende de quem escuta. Eu sou do tipo que não julgo porque não gosto de ser julgada. — o brilho dos seus olhos através do vidro do copo de uísque começou a me convidar.
— Mas pelo visto você sabe bastante sobre mim e eu nada sobre você.
— Eu me formei em jornalismo — falei mexendo meus cabelos sem muita paciência — mas nunca exerci. Trabalho com entretenimento.
— Que tipo de entretenimento?
— Do tipo que eu gosto.
— Interessante. — minha leitura corporal era de enxotá-lo, mas parece que sobre Máxímus minha intenção surtia o efeito contrário.
— Ô Máxímus chega aí, vamos fazer uma festa aqui na piscina cara! — alguém gritou.
— Não, mais tarde talvez. Agora... — olhando-me daquele modo que toda mulher tola deseja ser olhada — eu tenho algo mais importante para fazer.
— Você não deveria se prender por mim Máxímus.
— Por quê? — ainda mais perto dos meus lábios.
— Tenho certeza de que eu não sou o tipo de mulher que você procura.
— Que música! Essa música... Adoro essa música. — a voz rouca dele fez nascer uma coisa gostosa dentro de mim.
— Olha se você quer dançar fica a vontade porque eu não quero.
Ainda mais intrometido me fez sentir o cheiro de canela de seus lábios de tão perto.
— Não eu não quero. O que eu quero... — com passos curtos, encurralando-me contra a parede, rosnando em meu ouvido — Eu quero é curtir esse momento com você. Mas sou do tipo cavalheiro Eudora, eu não faço nada com uma mulher que ela não queira, mas vou provocá-la até que isso aconteça — apertando de leve seu corpo contra o meu — Agora me fala o que você quer. E tudo se decide aqui.
Dar para um homem de cara nunca foi um problema para mim, mas dar para um homem de cara que deixa as minhas pernas bambas, minha boceta molhada só de escutar a voz e meu corpo pegando fogo só de olhar era algo que até então eu ainda não tinha vivido e quando eu não conheço algo eu tenho a tendência a fugir e isso não se dá por ser uma pessoa fraca ou medrosa e sim pelos fantasmas que vivem no sótão dos meus pensamentos e aprisionam minha alma infeliz.
— Desculpe Máxímus — empurrando-o de leve sem sair daqueles olhos de lobo — Mas hoje eu não estou à venda.
— Você é sempre assim?
— Só com quem eu não estou a fim de perder tempo.
— Uau! Brava, impetuosa e topetuda. Adoro Eudora!
— Você não é do tipo que aceita um fora com facilidade não é senhor Spartacus? — ainda nos encarando. Um avaliava o outro. Eu sorri nessa brincadeira.
— Embora eu admita que você fique ainda mais linda sendo tão abusada, sugiro que você diminua tudo, menos o seu sorriso Eudora.
— Posso saber por quê?
— Porque o seu sorriso é da porra.
— Foi bom conhecê-lo. — ameacei me desvencilhar dele.
— Se me deixar aqui plantado não vai ter volta. — ele segurou meu pulso e por dentro eu vibrei.
— Ah é? Está vendo essa minha expressão? — circulando meu rosto com o meu dedo indicador — Olha minha cara de preocupada com você.
 Olhei para a sua mão sobre o meu pulso em tom de ordem. Ele devolveu com um riso muito sacana retirando cada dedo com cuidado. Dei as costas para ele questionando-me porque queria abrir as pernas para outro playboy metido a besta. Eles são todos iguais.
Na pista me soltei esquecendo aquele momento por um instante. Adoro dançar e é uma das coisas que faço com maestria e amor além de sexo. A dança me faz pirar, pular, soltar, é como se eu entrasse em outra dimensão. Meus problemas se vão. Posso estar sozinha ou acompanhada, não faz diferença eu sou de contínuo a melhor versão de mim.            
    Jogando meus cabelos de um lado para o outro no gingado do meu corpo com o ritmo da música sinto-me observada. Essa é uma sensação que me perturba e em tempo algum gosto. Procuro aquele olhar calado encostado numa das pilastras da pista de dança e dou de cara com ele. Máximus. Ele tem um jeito possessivo de quem sabe o que quer e não abre mão por nada. O rei quer o rei tem. Não vou negar que eu gosto disso num homem. Parei por um segundo, eu não queria provocá-lo com as curvas do meu corpo como costumo fazer numa situação como essa. Então ele abandonou a coluna abrindo seu caminho por entre aquela pequena multidão vindo em minha direção. Aquilo me assustou muito e não gosto nada de me notar desse modo, tão desarmada.
— Então, dê uma olhada para mim agora. — murmurou em meu ouvido depois abrindo os braços — Sou um espaço vazio e na minha mente... — colando seu rosto no meu — não resta nada para me lembrar além da lembrança do seu rosto Eudora Tyr.
— Meu rosto é tão marcante assim?
Seus dedos foram sem pressa chegando às maçãs da minha face como quem toca pela primeira vez um chumaço de algodão. Um arrepio louco cruzou meu corpo obrigando-me a fechar os olhos e meus lábios se desmontaram diante dele sem minha ordem.
— Seu rosto é feito sexo Eudora. Quando a gente experimenta é impossível viver sem ele.
O roçar dos seus lábios nos meus foi brotando um ardor entre nós. Quando a sua mão se apossou da minha cintura indo até o centro das minhas costas e a outra entremeou em meus cabelos pela minha nuca eu tentei fazer algo, mas tudo que consegui foi me render ao gosto adocicado de sua língua chupando a minha. Não me lembro da última vez que alguém me beijou assim, acho que nunca, sou puta por profissão, ainda que sendo uma puta de luxo eu sei reconhecer um homem que tem pegada só de olhar para ele e jamais me esqueceria de um que me tocou daquele jeito, não pelos seus punhados de dólares e sim por ser tão só a minha pele, a pele de Eudora.
— Olha para mim. — cochichou obrigando-me sair daquele transe — Eu estou muito a fim de ficar com você essa noite.
— Você nem sabe quem sou eu Máximus. — ali naquele vai e vem onde nos mordiscávamos.
— Não percebeu ainda? — fungando o meu pescoço — Se isso fosse importante para mim eu já teria descoberto.
— Eu preciso ir.
Afastei-me dele dando minhas costas sem despedidas. Escutei sua voz me chamando inúmeras vezes. Mas eu não queria um caso e muito menos sentimento. Negócios e amor não andam de mãos dadas, um deles com certeza seria sacrificado. Foi o que a experiência me ensinou.
— Eudora! — outro frisson na pele ao sentir sua mão imensa segurar meu antebraço — Espera. Do que você tem tanto medo?
— Eu não tenho medo de nada Máximus. Apenas conheço meu limite.
— Por que não passa dessa fronteira? — cada vez mais entrando na minha alma como um exímio bisbilhoteiro.
— Não vamos nos enganar. Sabemos que eu sou só a sua presa dessa noite. Eu passo a minha vez.
— Por que se subestima tanto?
— Não me subestimo eu só me preservo. Eu não vim aqui para isso.
— Isso o quê? — outra vez ali rente a mim fazendo-me conhecer sua respiração quente e certo volume se formando em sua calça.
— Isso... Esse joguinho que você faz. — respondi perdida naquele olhar envolvente.
— Então veio para que Eudora Tyr?
— Não te interessa. — ele sorriu não se intimidando com minha resposta farpada.
— E você gosta do que eu faço?
— Eu preciso ir. — ensaiei passos.
— Eudora... — apenas ergui meus olhos para os dele. — Fala o que é?
— O que é o quê?
— O que te impede de ficar comigo.
— Nada me impede.
— Tem algo tão único rolando aqui entre nós. Será que sou apenas eu quem vejo isso?
Abaixei minha cabeça pondo-me a considerar minha decisão. Eu me conheço e sei que não queria ir, mas era uma necessidade e necessidades são assim, cada um tem a sua.
— Olha estamos perto do cais da mansão. Que tal irmos para o meu iate? Vim nele com uns amigos para a festa. É um lugar mais calmo.
Naquele momento descobri que Máximus não era bom em ler as entrelinhas. Com o vulcão que ele despertou dentro de mim a última coisa que eu precisava era de sossego.
— Posso pedir uma coisa?
— Qualquer coisa Eudora. — nossos corpos se colaram de novo.
— Me tira daqui. Antes que eu mude de ideia.
Num ímpeto lindo ele me pegou no colo como os príncipes que cresci lendo nos belos contos de fadas, atravessamos o jardim comigo atracada a sua cintura devorando nossas bocas com uma fome que não pode ser saciada numa vida inteira, depois cruzamos pelas madeiras do píer, riamos dos solavancos de nossos corpos até que me deixasse sobre a cama daquele iate com a mesma doçura que uma rosa é posta sobre a mão de quem se ama.
— Aqui está bom para você. — num pequeno beijo — Se quiser busco a lua.
— Ainda não.
— Falta a lua?
— Falta o sol... Vem me iluminar Senhor Spartacus.
Tirei seu blazer com a ajuda dele e num arranco abri os botões de sua camisa azul clarinho. De repente ele jogou-me com tudo sobre a cama, abrindo minhas pernas com posse, retirou cada sandália brincando entre a voracidade de seu desejo e a experiência de um homem que sabe o poder que o toque tem sobre uma mulher. Colocou meu dedão do pé sobre sua boca chupando cada um dos meus dedos enquanto colocava o dedo do meio de sua mão direita em minha boca levando-me a chupar com devoção a mesma medida em que com a minha outra perna livre passei meu pé sobre aquele volume abissal formado debaixo de sua calça. Quanto mais eu esfregava os meus dedos do pé mais enorme ele ficava deixando minha boca cheia de água. Máximus me despertava sentidos calados como mulher. Como se ele pudesse destrancar uma porta que há muito tempo eu selei jogando a chave fora. Eu vi fogo nos seus olhos. Parecia um demônio pronto para me possuir. Afundou-se sobre mim apalpando cada parte da minha bunda e coxas. Havia nele uma vontade gritante de conhecer cada curva do meu corpo, mas por desejo e com sentimento. Colocou meus braços acima de minha cabeça com uma mão e com a outra agarrou meu queixo admirando os traços da minha face e só quando quis me beijou e eu vi que não haveria nada a fazer se não fugir dele. Não sair correndo, mas sair do jeito que eu sei que fere, que machuca e que espanta um homem para longe de mim.
— Quem é o cara que anda na varanda?
— Um dos seguranças. Não se preocupe ele não vai nos atrapalhar. — afundando mais um pouco seus lábios em minha língua chupando-a sem parar.
— Por que não o chama aqui?
— Quer que o mande para longe na sua frente? — olhando-me como quem contempla um quadro raro.
— Chame-o. — meu tom foi de ordem eu sabia que ele faria o que eu mandasse.
 Vi que nele nasceu certa impaciência diante do meu tom de voz, porém chamou o tal cara. Ele era como todo segurança, forte, alto e com aquele jeito muito sério.
— Peter eu gostaria que você...
— Ficasse. — eu me adiantei enfim fazendo Máximus compreender a minha real intenção.
 Perdi as contas de quantas vezes eu havia passado por uma noite a três. Mas aquela foi a primeira que preferi um Menage a trois para evitar aquela sensação de sentimento forte que vi brotando de modo tão intenso entre eu e Máximus. Como disse antes eu sei o que fere, o que machuca e como espanto um homem de mim. Os olhos do senhor Spartacus demonstraram que eu consegui atingir o meu alvo.
— Senhor Spartacus? — o segurança parecia ainda não acreditar.
— Que ele fique conosco. — segredei com ardor no ouvido dele. — Esse é o meu desejo senhor Spartacus.
Outra vez pude enxergar que sei administrar meu veneno em doses como tantas vezes mamãe me acusou. Aquele foi apenas um gole do meu veneno na vida de Máximus Spartacus que se fosse mais atento compreenderia que deveria parar ali.
Saí da cama com meus passos devassos até Peter. Sorri para ele como a puta que sou. Depois o beijei como se fosse minha tara. Logo ele se desarmou em meus braços. Atrevida desci até o zíper da sua calça acarinhando o volume de seu membro. A cada toque sempre olhando para Máximus. Então abri sua braguilha levando minhas mãos para o seu pênis. Não era nada fora da média, mas tinha seu potencial. Chupei a cabeça sentindo a mão de Peter invadir minha nuca puxando de leve meus cabelos, enquanto me pus a sugar mais e mais. Pelo canto direito do meu olho vi Máximus se levantar da cama indo para o bar servir-se de alguma bebida, fosse o que fosse deveria ser forte para detê-lo, uma vez que ele encheu o copo tomando de uma vez só limpando a boca com o dorso da mão, tudo sem retirar seus olhos de mim. Em seguida veio até onde estávamos e impaciente colocou seu pau para fora. Era imenso e cheio de veias, pegou minha mão pondo para punhetá-lo. Troquei o pênis de Peter pelo dele. Surpreendi-me com o tamanho e como cheirava bem, assim como a boca, tinha o odor de especiarias. Peguei no saco com profissionalidade e acho que isso o irritou ainda mais.
— Abra essa boca que eu quero meter ele todo até o talo.
— Não se preocupe — respirei — eu adoro fazer uma garganta profunda.
Concentrei-me em dar prazer aos dois naquele vai e vem, mas Máximus queria-me tão só para si. Puxou-me pelo braço virando-me para ele e me beijou forte. Peter não se fez de rogado e enquanto isso beijou meu pescoço abrindo o imenso fechecler do meu vestido e foi mordiscando por minhas costas até esfregar seu rosto em minha bunda, o que foi o bastante para correr para sua boca atracando-me nele. Máximus nos olhava. Eu sabia que ele não estava nada satisfeito com a ocasião. Agarrei o pau dos dois puxando com carinho até a cama. Máximus me chamou até ele que agora jazia sentado na cama, fui como uma cadelinha adestrada parando em sua frente e ele me apreciava desejoso, começou a acariciar minha cintura por cima do espartilho, procurou o laço do mesmo começando a desamarrar, quando terminou acariciou meus seios beliscando meus mamilos com força e precisão, no final fazendo minha boceta escorrer de tesão, sem eu perceber Peter já estava atrás de mim roçando sua ereção na minha bunda me excitando mais ainda, enquanto seu patrão lambia meus seios ele ia descendo beijos em minha coluna até chegar a minha calcinha mais uma vez, dessa vez  rasgou com violência do meu corpo, fazendo isso levou a mão a minha frente e acariciou a minha boceta espalhando minha excitação, Máximus deixou meus seios para tirar sua roupa, ao mesmo tempo em que Peter permanecia focado em mim, quando Máximus voltou, foi a vez de Peter tirar as suas, Máximus  aproveitou a oportunidade e me agarrou com força roçando seu pau em mim, Peter terminou de tirar a roupa e sentou na cama acariciando seu pau, ele  nos observava do jeito que eu conheço. Como um lobo quer a presa quando paga por ela seja de que forma for. Tolos são aqueles que acham que a prostituição não acontece entre corpo e grana. Máximus parou de me beijar e me sentou na cama, assim Peter não perdeu tempo e mordeu meu pescoço lambendo-o todo e acariciando meu seio direito, Máximus se ajustou do meu outro lado devorando o meu outro seio começando a chupá-lo com calma, eu estava pegando fogo por dentro com o que aqueles dois homens  faziam comigo.
Peter desceu os beijos para meu seio e começou a lambê-los do mesmo modo e suas mãos desceram para minha boceta enfiando dois de seus dedos me fodendo com eles, eu aproveitei e comecei a masturbar meus dois homens, eu estava louca para chupá-los mais um pouco e sentir suas poderosas ereções em meus lábios gulosos, quando Máximus parou de sugar meu seio para gemer um pouco aproveitei para empurrá-lo na cama, Peter entendeu o que eu faria e parou um pouco, fui engatinhando até Máximus abocanhando aquele membro gigantesco pondo-me a chupá-lo gostoso, Peter sem perder tempo veio por trás metendo em mim, gemi com o pau do seu chefe na boca, depois trocaram, o poderoso Máximus Spartacus me comia, e eu chupando o seu segurança que  como um insano soluçava. Foi o bastante para que ele enrolasse meus longos cabelos em suas mãos forçando todo o seu sexo dentro de mim. Fodendo minha boceta sem piedade. Só como um homem gostoso da porra sabe fazer. Agarrado a minha cintura com eficácia  foi metendo e eu sentindo o orgasmo perto, no entanto eu não queria gozar naquele instante. Eu não queria dar esse gostinho a Máximus.
— Eu quero meter só com o Peter agora chefinho. — outra vez o vi puto comigo.
Peter ousado me aproximou para cima dele, aproveitando para esfregar seu pau na entrada da minha boceta enfiando devagar só para me torturar, quando terminou de meter esperou uma reação de Máximus que ainda com seu pau tão melado pelo tesão embora a frustração de entender que eu não quis gozar com ele,  olhou-me com sua arrogância.
— Eu quero meter no cu dela.
 Arrebitou meu rabo, gemi com intensidade, porque me senti rasgada com a sua chegada ao meu cuzinho. O prazer de ser preenchida por dois homens não era novidade para mim. Mas sentir a impetuosidade de Máximus Spartacus me dilacerando em sua ira foi de um prazer inenarrável.
— Toma sua cadela, não é isso que você gosta?
— Muito, mete mais senhor Spartacus. Mostra o que essa espada é capaz de fazer no meu rabo!
Começaram a se movimentar em plena sincronia me fodendo como a puta que eu era, nós três gemíamos alucinados, Peter se inclinou em cima de mim mordendo o lóbulo da minha orelha e Máximus desceu uma de suas mãos que me sustentavam em cima dele esfregando meu gominho, um frisson prazeroso desceu pela minha espinha e senti o gozo na porta, eu queria estender mais um pouquinho nossa brincadeira mais era tudo tão gostoso e o prazer era duplicado que eu não consegui me conter e gozei como nunca havia gozado. Meu corpo tremia sem controle e minha cabeça rodava um pouco, meus homens continuaram a me comer com frenesi e Peter logo gozou na minha boceta urrando um pouco, logo em seguida Máximos gozou no meu rabo, mordendo o meu ombro com tesão, eu continuava excitada com tudo aquilo, sentia minha boceta ainda piscar de leve de prazer, eu queria mais daquilo, mas teria que esperar. Máximus não parecia contente embora tivesse se satisfeito. Ficamos os três só respirando e olhando para o teto do iate ganhando fôlego. Em seguida Peter percebendo o comportamento de Máximus vestiu sua roupa assumindo seu posto de segurança do iate outra vez. Enrolei-me no lençol levantando-me da cama a fim de causar.
— Não tem champanhe nessa merda? Eu quero brindar Máximus!
Ele fechou a porta da embarcação ainda nu, cruzou a minha frente com passos irritados indo até o frigobar onde abriu sem nenhum glamour o champanhe. Apanhou uma taça servindo-me.
— Muito obrigada senhor. — falei de modo sarcástico.
Ele voltou à cama agora vestindo sua boxer preta e em seguida a calça de corte fino. Como ele era lindo. Esculpido a mão cuja forma foi jogada fora pelo divino. Jocosa, andei pelo ambiente sem dar muita importância para seus sentimentos tão aparentes.
— Esse iate com certeza mostra sua imponência Máximus! Um dos mais caros e luxuosos que já entrei. Confessa  que o que você come de mulheres aqui montaria um harém num estalar de dedos.
— Por que está fazendo isso Eudora? — já com a calça posta, mas com a braguilha aberta.
— Isso o quê?
— Por que você se comporta dessa maneira tão ríspida como se tivesse medo do mundo?
— Não faço ideia do que está falando senhor presidente da Randor.
— Aceitei, mas não compreendi a razão de chamar o Peter.
— Diversão oras. Não é isso que os homens gostam?— bebendo de vez o champanhe e colocando a taça por ali em algum lugar.
— Não sei com que tipo de homem você anda, mas deveria levar em conta de que os homens não são todos iguais.
— Poupe-me dessas frivolidades baratas senhor Spartacus. Vai dizer que não gostou?
— A impressão que eu tenho é que você o chamou apenas para não viver algo bom para caralho que estava rolando entre a gente.
Abaixei a cabeça sem responder nada. Odeio ser desmascarada o que não acontece com facilidade.
— Ah, vejam só! Você tem a capacidade de ficar muda Eudora Tyr. — caminhando com aquela sua imponência até a mim. — Isso me deixa ainda mais excitado sabia? Poder desvendar você.
— Acho que é hora de ir Máximus. Nossa brincadeira acaba aqui. — saí de sua frente apanhando meu vestido caído sobre um sofá e o vestindo em seguida.
Para minha agonia ele nada pronunciou apenas me observava. Aquilo ia me causando irritação e desconforto ao mesmo tempo, era como se ele estivesse gritando que o controle da situação era seu e eu detesto não estar no controle. Depois de calçar minhas sandálias ajeitei meus cabelos dando-me conta de que não achava a calcinha.
— Está procurando por isso? — ele a tirou do bolso do seu paletó sobre a cadeira pendurando em um dos seus dedos.
— Me dá minha calcinha! — com a mão aberta.
Caminhou sem pressa até a mim, cheirou a peça como se dela dependesse.
— Porra me dá a minha calcinha Máximus!
Sobre a palma da minha mão colocou e depois com sua mão imensa foi fechando cada dedo de minha mão sem tirar seus olhos argutos dos meus.
— Acho que não adianta nem pedir o número do seu telefone ou me oferecer para levá-la para casa. — sacudi a cabeça que não mesmo — Meu motorista está lá fora. Peça a ele que a leve para onde quer ir.
— Não preciso eu sei me virar.
— Para não deixar rastros não é mesmo?
— Minha intuição não falha Máximus, tinha certeza de que era um homem inteligente. Tchau.
Embolando a calcinha entre meus seios caminhei até a porta, arrebentada por dentro. Estranhando em cada suspiro de minha respiração por qual razão eu não queria sair dali e estava sendo tão agressiva com ele. Minha mão estava prestes a abrir a maçaneta quando notei aquela respiração em minha nuca e aquela voz rouca em meu ouvido.
— Não vai. Fica aqui comigo. Eu quero tanto você. Só você Eudora. Só nós dois.
Notei a saliva se fazendo em minha boca, meu corpo tremendo, meu coração acelerando e quando dei por mim eu já me encontrava frente a frente com ele.
— Você não sabe quem eu sou Máximus.
— Não me importo com isso.
— Nem mesmo depois de perceber que eu chamei o seu segurança para dar para ele e para você?
— Cada um faz o que pode para se defender Eudora.
Invadi seus ombros e depois seus cabelos enquanto comia com voracidade sua boca carnuda e tão suculenta com hálito de canela a mesma medida em que suas mãos me ergueram para seus quadris e outro bailar entre nossos corpos nos levaram para o outro andar do iate onde ficava outro quarto e uma nova cama.
— Nunca mais quero você longe de mim.
— Máximus...
— Não quero. Não aceito. Fica comigo Eudora.
Como falar não a um homem que te revira pelo avesso? Como se entregar a esse homem com um passado como o meu? Tudo isso se repetia em ecos dentro de minha cabeça enquanto o admirava.
— Você não tem ninguém? — eu precisava ter certeza de que ele seria só meu.
— Um namoro.
— É sério?
— Pensei que fosse até encontrar você essa noite Eudora Tyr.
— Não divido o que é meu com ninguém.
— Eu também não. — ele foi incisivo na resposta.
— Tenho certeza que ela é do tipo que sua família aprova para ser a esposinha perfeita para um cara do seu tipo.
— Não costumo me sentir arrebatado pela minha família como me sinto por você.
— Isso é química Máximus. Passa. A gente transa para caralho e aí passa. Eu não me importo de saciar você.
— Eudora! — agarrando-me com mais força jogando minhas costas na parede — Nem mesmo se eu te comesse a vida inteira me sentiria satisfeito.
— Você é sempre tão galanteador assim?
— Não. Não sou. Eu nunca experimentei isso que está rolando entre nós.
— Isso o quê Máximus? — já me derretendo nos olhos dele.
— Amor à primeira vista. Fica comigo. Deixa-me cuidar de você, te proteger e te fazer feliz.
— Quem disse que eu não sou feliz?
— Não, você não é. Você é como eu, uma folha seca perdida no vento esperando para ver para onde ele leva.
— Para onde quer me levar Máximus?
— Você já está onde quero.
— Onde?
— Em meus braços. Minha. Só minha. — nossos lábios dessa vez se encaixaram com doçura embora fosse outro tipo da mesma intensidade — Mas não posso te manter presa aqui embora esse seja o meu desejo.
— O que vai fazer com a sua namoradinha?
— Termino com ela na sua frente se quiser. Mas me diga se você fica ou vai embora.
— Preciso pensar. — saindo do transe que nos hipnotizávamos.
— Não! — ele explodiu — Comigo não tem essa. É tudo ou nada. É aqui e agora. É sim ou não.
— Não acha que pode estar jogando muita coisa importante para o alto para ficar comigo?
— Não, nada é mais importante para mim agora do que tê-la em meus braços.
— Máximus... — mordiscando seu queixo louca por ele.
— Fala minha deusa. Eudora é um nome de uma deusa não é?
— Deusa da guerra. Mitologia nórdica.
— Minha deusa da guerra eu quero ser o seu melhor guerreiro.
— Máximus...
— Diga.
— Eu sei machucar como ninguém as pessoas que amo.
— Acredito nisso, mas no amor e na guerra o risco faz parte do fim que desejamos. Eu me arrisco por você.
Sorri desarmada. Ninguém pode ser forte o tempo todo presa nos braços de Máximus Spartacus.






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