Resenha - A Saga de um Pintor – Inocência Perdida


 
A Saga de um Pintor – Inocência Perdida.
 Gênero: Drama.
 Tipo de publicação: Físico e e-book 
 Público dirigido: Adulto

Palavras-chaves do livro: 
Inocência; abuso; violência; família; 
irmão; felicidade; agonia; anjo; preconceito e justiça.


Sinopse da obra:
Até onde vai a crueldade humana?
Felipe sentiria na alma e no corpo que tudo não é apenas carinho e amor. Após descobrir que tinha uma família, viu que os anos passados no abrigo São Marcos, foram os melhores de sua vida. E que a felicidade que tanto desejava em família, era ilusória e, aos poucos, descobre que a vida não é tão simples, e que até mesmo entre famílias existem monstros.
Aos onze anos sentia na pele a violência e a crueldade daquele que deveria amá-lo e protegê-lo.
O que poderia fazer, se a vida de seu irmão dependia de ele aceitar os caprichos de uma mente doentia? Como fugir do monstro que vivia a seu lado?
Esta é a história de um menino que tinha rosto de anjo, mas viveu um inferno na vida.

O primeiro livro da série foi para dar um tapa na cara de todos e despertar a sociedade diante do abuso que tantas crianças vêm sofrendo, e as consequências redundantes desses abusos. Também fala do preconceito existente em meio às famílias e os meios que lidam com este problema, na maioria das vezes, apenas ignorados ou dando a responsabilidade às próprias vitimas. Culpando-as do que sofreram. É um caminho sofrido, perpetuado por pessoas ignóbeis e sem qualquer carácter. A autora acrescenta à Saga, vários outros temas. Esta é a razão por trás do drama sofrido por um menino que tinha cara de anjo, mas viveu um inferno na vida. Uma obra que fala sobre o abuso infantil, sem receio de mascarar a verdade.

Felipe é órfão, até descobrir que tinha um irmão, gêmeo. De repente, tem família. Sai do orfanato em que vivia e se vê em São Paulo, capital. Percebe, no entanto, que as coisas não são o que aparentam. Logo descobre que aquele que diz ser seu pai, não é flor que se cheire. Confuso e assustado, em meio aos desejos de um homem perverso e doente, procura tirar o irmão do caminho que está a trilhar. Vive o próprio inferno e busca de todos os meios, uma solução para sair dessa. Somente com o aparecimento de Roberto, um detetive, viu sua sina abrandar e, apesar de todos os tropeços no caminho, finalmente, se vê livre. Ou, pensava ser assim.

Uma trama a qual o monstro chamado de pai, molesta e obriga a criança a mentir perante as pessoas que ela mais confia, de que nada de mal a está acontecendo.  Um alerta às famílias que abrigam dentro de casa, maníacos covardes, sem dar importância aos sinais que vão surgindo ao longo do tempo, e que se fazem despercebidos. 


Quotes

No dia seguinte, como estava de castigo e sem poder se mexer Felipe foi poupado de ir ao colégio, mas teve que suportar os olhares raivosos de todos, de Marcele e principalmente, de Tobias. Este não perdia a chance de ralhar com ele sempre que possível. Mas, o que o deixou melindrado mesmo, foi a chegada de seu avô que mandou que ele fosse até o escritório do pai lhe falar. Envergonhado, abatido, Felipe obedeceu, lembrando-se de tudo que haviam lhe feito e que fizera naquele motel. Sentia-se tão constrangido que naquele instante, preferia estar morto a tê-lo que enfrentar. Pensou em Padre Leôncio estremeceu. E se ele descobrisse tudo?! Como seria sua vida depois? Como poderia ter coragem de encará-los? A Tobias?

— Não julgue que Tobias está a salvo de seu pai. — Estava bastante sério. — Ele é um homem poderoso, esperto e muito cruel. Mesmo de você, um dia, Carlos Fabio vai se enjoar. Você vai crescer. Ele não pode deixar você solto por aí. — Percebia a palidez acentuada do menino. — Qualquer um irá querer comprá-lo, Felipe. E se não conseguir vendê-lo, dará o seu jeito. O mesmo que sempre dá.
Felipe forçou um sorriso, mas pensava em outras coisas. Pensava em André, no que ele lhe dissera sobre o seu pai e olhou para a sua mochila, tentando descobrir se o amigo conseguira, realmente, colocar o disquete nesta. Achava que seria isto que ele tentaria fazer. Fora ele, André, quem levara as coisas do hóspede até o helicóptero. Sentia as palavras de ele o assustar e fechou os olhos, tentando imaginar o destino de cada um deles, até mesmo o seu. Desejava desaparecer, ser tragado pelo chão. Sentia-se perdido, com medo. “Tobias...” Aquela voz vibrou.


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